Razões porque sair do armário é importante para saúde mental e emocional (até mesmo para quem é hétero)

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Você já deve ter ouvido de pessoas da comunidade LGBTQ+ o quão importante é sair do armário, não é?

Algumas pessoas acham desconfortável quando um parente ao amigo sente a necessidade de sair do armário. Eles às vezes acham desnecessário e até mesmo acham que é uma forma da pessoa chamar atenção, mas existem boas razões que provam que sair do armário é importante para a saúde mental e emocional do indivíduo, e até dos seus familiares, amigos e colegas de trabalho.

Sim, mesmo que você seja hétero, leia esse artigo para entender que quando um amigo, colega ou parente seu sai do armário é uma chance para você se tornar uma pessoa melhor.

Razões para sair do armário

Por amor próprio

A primeira razão é que é muito difícil amar-se completamente quando se tem a necessidade de esconder sua verdadeira identidade dos outros. Viver uma vida autêntica faz parte do requisito mínimo para se viver uma vida plena. Então, você deve sentir-se bem consigo e orgulhoso o suficiente para ser autêntico com as pessoas ao seu redor.

As marchas do orgulho gay, que acontecem em tudo mundo, recebem em seu nome o termo “orgulho” justamente porque é o oposto da vergonha. A vergonha contribui para o que nos mantém separados dos outros e de nós mesmos.

Para amar os outros

A segunda razão é que é muito difícil amar aos outros quando você não se ama. Portanto, o armário é um lugar solitário. A autenticidade é o fundamento de toda a proximidade. Se queremos melhores relacionamentos, devemos continuar aprendendo a ser mais autênticos. Devemos parar de mentir para nós mesmos e para as pessoas ao nosso redor. E todos nós queremos melhores relacionamentos.

Para combater o preconceito

Nós vivemos em um tempo onde as posições em relação à diversidade e inclusão – principalmente questões de orientação sexual e gênero – são muito polarizadas. Em teoria é muito fácil reconhecer quem são os aliados ou inimigos da comunidade LGBT. É muito comum assumir uma posição liberal nas redes sociais para parecer moderninho, mas às vezes ainda existem resquícios de preconceito dentro de nós que aflora quando nos deparamos com situações reais ao nosso redor.

Então, sair do armário para amigos, colegas e parentes pode ser uma forma de ajudar a revelar hostilidade e promover aceitação real no ambiente de convívio de quem sai do armário.

Para promover transformação social

Sair do armário requer bravura. Mas sem essa bravura e sem essa coragem as pessoas ainda estariam sendo taxadas de loucas, sendo trancadas em manicómios, fugindo da polícia e se casando com pessoas que não amam – e, infelizmente, essa ainda é a realidade em muitos locais do mundo para quem sente atração por pessoas do mesmo sexo.

Então, se você é uma dessas pessoas e tem segurança econômica e física, eu te aconselho a buscar ajuda para dar o passo de sair do armário. É a melhor coisa que você pode fazer para a sua saúde mental e relacionamentos e também para fortalecer a comunidade LGBTQ+ local.

Livros, bons amigos e terapeutas podem ajudá-lo com isso.

O que você precisa saber para apoiar amigos, colegas e parentes a saírem do armário

Se você é amigo, colega de trabalho/escola ou parente de uma pessoa que demonstra atração por pessoas do mesmo sexo, eis o que você deve ter em mente para apoiar essa a pessoa no processo de auto aceitação e de sair do armário:

Não pressione

Cada um tem um tempo diferente no processo de descobrir e aceitar sua orientação sexual. Entenda que, muitas vezes, não se trata de a pessoa estar mentindo para você ou escondendo sua orientação. Ela pode simplesmente ainda estar tentando entender e aceitar sua realidade.

Os processos de autonegação e repressão existem e pode afetar a aceitação própria. Então, insinuações e piadinhas não são formas adequadas de mostrar apoio, mesmo que você tenha as melhores das intenções.

Seja paciente

Quando alguém passa por um processo de autonegação por um longo período de tempo e sente que todo mundo a desaprova ou odeia pelo simples fato dela ser ela mesma, é provável que ela desenvolva uma atitude defensiva ou até mesmo distante. Seja paciente. Demonstre que você é um aliado da comunidade LGBTQ+ de forma sutil e esteja aberto a conversar sobre temas relacionados a diferentes orientações sexuais de forma geral. Deixe que a pessoa fale sobre sua própria realidade quando ela se sentir à vontade.

Entenda que não tem a ver com você

Ninguém te deve nada! E a escolha da pessoa de compartilhar algo da própria vida não tem a ver com você. Os sentimentos de vergonha, medo, auto rejeição e racionalização que alguém passa enquanto tenta aceitar sua própria orientação sexual não são fáceis de explicar para quem nunca viveu isso. Então, é natural que haja uma conexão entre pessoas da mesma orientação. Deixe que a pessoa se assuma para você naturalmente. Não se sinta excluído ou ofendido por não ter sido escolhido para ouvir a ‘confissão’ da pessoa. Seu amigo ou parente não te deve nada! A vida exclusivamente dele/dela!

Enfrente seu preconceito e desenvolva a empatia

As famílias ou ambientes de trabalho não devem sentir que é difícil apoiar alguém por causa de sua orientação sexual. Na verdade, não devem fazer isso uma questão no convívio familiar ou profissional. Então, mesmo que você esteja desconfortável tente superar seu desconforto porque, no final das contas, a pessoa é muito mais que sua orientação sexual. A orientação sexual é apenas parte da identidade de alguém. E as relações amorosas heterossexuais e homossexuais são mais parecidas do que se pode imaginar. Encare seu próprio preconceito e vença-o!

Não exponha a vida de ninguém

Não é aceitável em nenhuma circunstância falar sobre a orientação sexual de alguém para outras pessoas. Se você acredita que alguém sente atração por pessoas do mesmo sexo não exponha sua opinião para outras pessoas. Fofoca pode causar estragos significativos na estrutura mental e emocional do seu amigo/colega/parente. Se você sente que deve conversar a respeito, que seja diretamente com a pessoa.

 

Espero que o texto seja útil!!

Você se sentiu empoderado ao sair do armário? Conhece alguém que precisa sair do armário e quer mais dicas de como ajudá-lo? Deixe seus comentários abaixo. Vou adorar ouvir vocês!

Abraços!

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Beatriz Rustiguel da Silva

Beatriz Rustiguel, comunicadora, professora universitária, especialista em Resiliência e Gestão de Estresse pela University of Washington (UWashingtonX), colaboradora do projeto ProLÍDER da Universidade Santa Cecília, colunista no site ‘Eu sem fronteira’, consultora de comunicação para o Banco Interamericano de Desenvolvimento e fundadora do projeto Mentalidade de Crescimento.

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