Como parar de julgar os outros e nós mesmos

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Reduzir o nível de julgamento da sua vida pode aumentar seus níveis de bem-estar, e sua inteligência emocional na medida em que melhora seus relacionamentos com as pessoas a sua volta e com a sua realidade.

Eis algumas formas de se tornar mais generoso na forma como você julga os outros e as situações em que você está:

Vamos para leitura!!

1. Fuja dos fofoqueiros

Afaste-se de pessoas que tem o hábito de julgar e falar negativamente a respeito dos outros. Nós nos tornamos mais críticos ao convivermos com pessoas que tem o hábito de julgar e criticar ou outros. Então, evite pessoas que gostam de falar dos outros. Lembre-se do provérbio chinês: “O sábio fala sobre ideias. O comum fala sobre fatos. O medíocre fala sobre pessoas.”

2. Seja humilde

Mantenha a mente aberta e uma atitude de humildade.

Por exemplo, imagine que você está caminhando pela floresta e você vê um cachorro pequeno. Parece bonitinho e amigável. Você se aproxima para fazer um carinho e ele, de repente, começa a rosnar e tenta te morder. O cachorro já não parece fofo e você sente medo e, até mesmo, raiva. Então, à medida que o vento sopra, as folhas no chão são levadas e você vê que o cachorro tem uma das pernas presas em uma armadilha. Agora, você passa a sentir compaixão pelo cachorro. Você sabe que ele se tornou agressivo porque está sofrendo e com dor.

Moral da história: você julgou com base nas informações que tinha e elas podem ser insuficientes para compreender toda a situação. Então, manter a mente aberta e ter uma atitude de humildade é importante para evitar erros de julgamento.

3. Entenda a diferença entre a sua opinião e realidade

A verdade é que nós, como seres humanos, tendemos a confundir os nossos julgamentos com a realidade objetiva dos fatos. Julgar significa, em termos gerais, “avaliar, emitir opinião, formular um juízo”. E em teoria essa deveria ser um atividade para os especialistas.

Pense nisso por um segundo.

Avaliar pressupõe, em muitos casos, um nível de domínio sobre determinado assunto. Por exemplo, os críticos de cinema ou os críticos culinários tem como função avaliar uma determinada escolha de moda ou escolha culinária, mas isso não impede que a gente dê palpite ou emita uma opinião, correto? A diferença entre a realidade e uma opinião, portanto, pode ser definida aí. Ou seja, uma opinião é uma experiência individual e a realidade é um fato concreto observável e analisável por critérios objetivos.

Por exemplo, um crítico culinário pode julgar o quão boa é uma canja de galinha, porque ele tem um alto nível de conhecimento sobre os critérios que tornam uma canja verdadeiramente boa, e a maioria dos outros críticos concordariam com ele sobre os critérios. Mas nós, quando criticamos o almoço de domingo da vovó, fazemos uma avaliação baseada na pouca informação que temos e com base em critérios aleatórios. A canja de galinha da vovó pode parecer melhor do que a canja do melhor restaurante do país porque você está julgando baseado na sua experiência do quanto aquela sopa enche seu coração de boas lembranças da sua infância. Isso acontece porque nós temos tendências cognitivas pré-estabelecidas e, as vezes, até distorcidas.

Então, a nossa opinião e a realidade são, na maioria das vezes, coisas diferentes!

Acontece que nós, às vezes, não sabemos a diferença entre o que é nossa opinião e qual é a realidade. E, no final, nossa percepção se torna nossa realidade. Nós acabamos acreditando nos nossos pensamentos e tomamos nossos pensamentos como fatos. Acreditamos que ‘tal pessoa’ é horrível. Acreditamos que o filme foi péssimo. Etc. Em vez de compreender que os nossos julgamentos são apenas uma percepção da realidade, ou seja, são uma lente que usamos para enxergar a realidade. Ao fazer isso, criamos uma separação e criamos uma falta de aceitação das crenças e opiniões dos outros. Pense em quantas vezes isso acontece quando julgamos pessoas, lugares e coisas.

4. Mude a sua forma de falar e de dar a sua opinião

Ao invés de dizermos “Eu não gostei do filme!”, nós dizemos “O filme é péssimo!”. Ambas as frases estão expressando o mesmo sentimento, certo? Mas um deles deixa espaço para que outras pessoas expressem sua opinião e ainda sejam corretas em sua própria percepção.

A forma que nós falamos afeta a energia que trazemos às nossas opiniões, afeta a forma como as pessoas respondem às nossas percepções, afeta o nível de conversa e curiosidade que nossas palavras trazem. E, em última análise, afeta os julgamentos que fazemos sobre nós mesmos.

Então, da próxima vez que você começar a julgar algo ou outra pessoa, pense em todas as vezes que você foi julgado. Dê a mesma misericórdia para os outros que você gostaria de receber. Você tem apenas uma perspectiva. Então, escolha suas palavras com cuidado porque envolvemos nossas palavras com julgamento que são autodestrutivos, negativos e não nos ajudam a nos aproximar de nossos objetivos e valores.

5. Seja mais generoso ao julgar a si mesmo

“Nós fazemos a suposição de que todo mundo vê a vida do jeito que nós vemos. Nós assumimos que os outros pensam como pensamos, sentem da maneira como sentimos, julgam da maneira como julgamos e abusam da forma como abusamos. Esta é a maior suposição que os seres humanos tem. E é por isso que temos medo de nos relacionarmos com os outros. Porque pensamos que todos os outros nos julgarão, nos farão de vítimas, nos abusarão e nos culparão como nós mesmos. Portanto, mesmo antes de outros terem a chance de nos rejeitar, nós já nos rejeitamos. É assim que a mente humana funciona. “

– Don Miguel Ruiz no seu livro, ‘The Four Agreements’.

Espero que as dicas possam te ajudar a transformar o seu comportamento. Tem alguma dica extra para eliminar o hábito de julgar os outros? Compartilhe deixando o seu comentário abaixo.

Quer entender porque nós julgamos e porque é tão ruim para sua vida julgar os outros? Leia o nosso artigo sobre julgamento.

Abraços,

Beatriz Rustiguel

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Beatriz Rustiguel da Silva

Beatriz Rustiguel, comunicadora, professora universitária, especialista em Resiliência e Gestão de Estresse pela University of Washington (UWashingtonX), colaboradora do projeto ProLÍDER da Universidade Santa Cecília, colunista no site ‘Eu sem fronteira’, consultora de comunicação para o Banco Interamericano de Desenvolvimento e fundadora do projeto Mentalidade de Crescimento.

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