Inteligência emocional: o que é e como desenvolvê-la para alcançar uma vida pessoal e profissional de sucesso

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Não está à venda e, no entanto, é uma das coisas mais procuradas do mundo.

Estrelas de cinema têm isso. Alguns profissionais mais bem pagos do mundo exalam isso pelos seus poros.

Sobre o que estou falando?

Carisma!

Originalmente, a palavra carisma significava “graça”, mais tarde tornou-se o “dom de liderança, poder, autoridade ou charme que pode inspirar, influenciar e motivar os outros”. É aquele magnetismo, e poder de atrair a atenção e simpatia das pessoas percebida em figuras como Barack Obama e Michelle Obama.

Alguns acreditam que o carisma é evasivo e exclusivo para alguns sortudos que nasceram abençoados com isso, mas segundo a psicologia comportamental, o carisma é o resultado de um conjunto de comportamentos específicos, e não é uma qualidade natural ou inata de alguém. Ela é uma característica observável na personalidade de pessoas com um alto nível de Inteligência Emocional.

A inteligência emocional é talvez um dos fatores mais importante para se alcançar uma vida realizada juntamente com a Mindset. Ela é um dos melhores sinais que apontam para o sucesso acadêmico, o desempenho profissional e o sucesso na vida – acima até mesmo do que famoso QI (quociente de inteligência).

E por inteligência emocional queremos dizer o conjunto de habilidades que permitem os seres humanos reconhecer e gerenciar as emoções – tanto as nossas próprias quanto as de outras pessoas, individualmente e em grupos.

Qual o seu nível de inteligência emocional? Você sabe reconhecer e administrar bem suas emoções? Você tem desenvolvido a sua inteligência emocional?

Inteligência e emoções: dois lados de uma mesma moeda

O teste de QI, cunhado pelo psicólogo William Stern em 1912, foi concebido para medir a inteligência humana, assim, quanto mais alto o QI, melhor é a habilidade cognitiva, ou a capacidade de aprender e compreender de uma pessoa. Pessoas com QIs mais elevados são mais propensas a se sair bem academicamente sem precisar investir a mesma quantidade de esforço mental, que aqueles com números de QI mais baixos. Assim, uma suposição lógica, seria a de que as pessoas com QI mais elevado seriam mais bem-sucedidas no trabalho e na vida, porém, esta hipótese é INCORRETA – é cientificamente comprovado que é necessário mais do que simplesmente ser ‘inteligente’ para ter sucesso na vida.

Após muita pesquisa sobre o tema, chegou-se à conclusão de que existe mais de uma forma de inteligência humana e que a nossa forma de compreender a inteligência deve ser ampliada.

A inteligência racional do indivíduo e a capacidade e gestão emocional devem ser diferenciadas. E dada a importância das emoções na estrutura psicológica humana podemos entender que racionalidade e emoções caminham lado-a-lado.

As nossas emoções servem como fontes indispensáveis de orientação e nos impulsionam a agir. Elas também podem sobressair sobre nosso racional e gerar desvantagens.

Significado de inteligência emocional, seus elementos e características

O termo inteligência emocional foi criado por Daniel Goleman, psicólogo, escritor e PhD da Universidade de Harvard (Estados Unidos). Considerado o pai da inteligência emocional, foi em ele quem popularizou o conceito graças ao lançamento da sua obra “Inteligência Emocional”, publicada em 1986.

Segundo o especialista, a definição desse termo se resume, basicamente, na capacidade de cada indivíduo de identificar e lidar com seus próprios sentimentos, e das pessoas que estão ao seu redor. E, por meio desse gerenciamento criar relacionamentos saudáveis.

É por meio da inteligência emocional, portanto, que conseguimos lidar com situações do dia a dia de maneira controlada, compreendendo as nossas emoções e as usando para alcançar o sucesso. Eis os principais elementos da inteligência emocional e a importância deles na nossa vida:

– Autoconhecimento

Basicamente, é habilidade que temos de reconhecer nossos próprios sentimentos e emoções. Saber identificar nossos próprios sentimentos é um elemento é essencial para exercer o controle das próprias emoções – principalmente as emoções negativas.

Saber identificar quando estamos sentindo tristeza, raiva, frustração, aversão, desgosto, medo, ciúmes, inveja, avareza, orgulho, decepção, etc. é o passo inicial para poder lidar e combater essas emoções. Por exemplo, existem técnicas específicas para se lidar com o sentimento de decepção e frustração antes que elas causem estragos no seu trabalho, mas para coloca-las em prática você precisa primeiro perceber e admitir que está se sentindo dessa forma.

Estudos mostram que pessoas que não são capazes de reconhecer os seus próprios sentimentos são mais propensos a explosões violentas. Uma vez que você é capaz de reconhecer as suas emoções, você precisa se tornar ciente do faz elas surgirem.

Pessoas com bom autoconhecimento sempre sabem como estão se sentindo, e sabem como suas emoções e suas ações podem afetar as pessoas ao seu redor.

– Autocontrole

Esse elemento diz respeito ao nosso controle emocional ao enfrentarmos situações adversas ou desconhecidas. Por exemplo, quando sentimos emoções negativas, mas implementamos técnicas para que elas não afetem outros aspectos da nossa vida. Ou quando estamos em uma situação de incerteza e podemos controlar a ansiedade.

Pessoas que tem um autocontrole efetivo raramente atacam os outros verbalmente, tomam decisões precipitadas ou emocionais, separam pessoas por estereótipo ou comprometem seus valores.

– Automotivação

É habilidade de focar suas emoções para o alcance de um objetivo específico, não as desperdiçando em situações que só irão prejudicar os aspectos práticos da nossa vida e do nosso emocional. Essa habilidade envolve capacidade de ter disciplina, de manter a positividade, e de ser resiliente.

Pessoas com alto níveis de motivação trabalham consistentemente em direção a seus objetivos, e eles têm padrões extremamente elevados para a qualidade do seu trabalho.

– Empatia (habilidade de reconhecer as emoções dos outros)

Trata-se da nossa capacidade de reconhecer e entender os sentimentos do outro e ajudá-los por meio de relacionamentos saudáveis.

Pessoas com empatia têm a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa. Elas ajudam a desenvolver sua equipa de trabalho, desafiam outras pessoas ao crescimento, sabem dar feedback construtivo e dizer o que os outros precisam ouvir para alcançarem a melhor versão de si mesmos.

– Habilidades sociais

Basicamente é a nossa capacidade de interagir com outras pessoas, bem como gerenciar todas as emoções e sentimentos envolvidos nesse relacionamento.

Pessoas com habilidades sociais efetivas são grandes comunicadores, são boas em gerenciar mudanças e resolver conflitos de forma diplomática.

De forma geral, pessoas que tenham uma inteligência emocional elevada, ou seja, tem essas características muito desenvolvidas, tendem a criar e manter relacionamentos interpessoais de mais facilmente, conseguem se adaptar aos mais variados tipos de ambientes, e isso naturalmente favorece sua vida profissional.

Atrair pessoas, criar relacionamentos e navegar o mundo social com sucesso requer inteligência emocional

A menos que você viva em uma ilha, é improvável que você desenvolva uma vida feliz apenas gerenciando sua própria mente. Outras pessoas desempenham um papel importante na sua existência e, ao gerenciar suas interações sociais com elas, você pode esperar viver uma vida realizada.

A inteligência emocional promove boas interações sociais porque nos ajuda a compreender a posição de outras pessoas. Saber como você se sentiria em determinada situação o ajudará a avaliar como os outros se sentirão.

Sua inteligência emocional também ajuda você a descobrir as emoções dos outros através da análise de sinais não verbais. Isso significa que você pode julgar o humor de uma pessoa apenas olhando para pistas como suas expressões faciais ou linguagem corporal.

Por exemplo, se você ver alguém com um rosto pálido e com a boca aberta, você provavelmente irá concluir que aquela pessoa está chocada com alguma coisa.

Você provavelmente identificará tais pistas automaticamente, sem nenhum esforço consciente. Isso irá permitir que você simpatize com os outros e fará com que você se comporte de maneira a evocar reações favoráveis.

Em geral, pessoas com alta inteligência emocional podem desenvolver aptidões como a capacidade de ensinar outros, resolver conflitos ou gerenciar equipes de pessoas.

Como as nossas crenças e valores afetam nossa inteligência emocional

Às vezes, nossas emoções podem impedir nosso julgamento ou nos fazer agir de forma irracional. Elas são ferramentas importantes para entender e interagir com o nosso ambiente. No entanto, elas também podem ser defeituosas. Quando nos tornamos excessivamente emocionais, por exemplo, estamos mais propensos aos erros.

A fim de tomar decisões acertadas, precisamos pensar com clareza. E quando estamos em um estado de grande emotividade, nossas mentes são bombardeadas com pensamentos e imagens alarmantes. Assim, não há espaço para o pensamento racional e nosso julgamento fica comprometido.

Por exemplo, quando você está com medo, você pode pensar que determinadas situações são mais perigosas do que realmente elas são. É por isso que quando você está com medo, você pode confundir um lençol com um fantasma.

Outro erro causado por nossas emoções é nos levar a agir de forma impulsiva, antes de termos a chance de julgar uma situação com clareza. Quando a informação entra no nosso cérebro, uma fração dela ignora a região responsável pelo pensamento racional – o neocórtex – e entra diretamente na parte emocional do cérebro.

Se a informação recebida parecer ser uma ameaça para nós, o cérebro emocional pode desencadear uma ação, sem consultar nosso cérebro pensante. É por isso que quando você está sozinho em um ambiente pouco iluminado, você se assusta mais facilmente.

Além disso, nossa mente emocional reage a situações do presente com base em experiências passadas, mesmo quando as condições são diferentes. Por exemplo, um menino que foi intimidado na escola pode crescer e se tornar um homem forte, mas ainda se sente ameaçado por quem lhe intimidou no passado.

Portanto, embora as emoções sejam importantes, eles podem assumir o controle de nossas mentes e perturbar o pensamento racional. Por isso, precisamos de inteligência emocional para gerenciar nossas emoções efetivamente.

Muitas vezes, seus sentimentos em uma determinada situação dependem de como você pensa a respeito daquilo. Por exemplo, se um amigo seu passa por você na rua e não o cumprimenta, você pode pensar imediatamente que ele te ignorou de propósito. Isso pode te deixar chateado ou até mesmo irritado.

Mas, se você parar para pensar nas possíveis razões porque ele não o cumprimentou, pode encontrar outras razões lógicas que deixam você menos aborrecido. O seu amigo pode, por exemplo, não ter visto você porque estava distraído. Ou seja, se você mantiver uma atitude generosa e buscar sempre pensar positivamente a respeito das pessoas ao seu redor, terá maior controle sobre o sentimento raiva ou frustração que podem surgir quando se depara com uma possível rejeição.

Outro exemplo de como a sua Mindset é importante para o controle emocional é o seguinte: imagine que você precisa escrever um artigo para a universidade, mas você não gosta do assunto do trabalho e prefere ir ao festival de cinema. A inteligência emocional pode ajudá-lo a gerenciar esses sentimentos conflitantes.

Embora o assunto seja chato, você poderia tentar olhar para ele por outro ângulo. Talvez você encontre um aspecto do assunto que o entusiasme. Além disso, sabendo como o festival de cinema vai fazer você se sentir bem, você pode adiar a sua visita e usá-lo como um incentivo extra, ou uma espécie de presente que você dará a si mesmo, para te motivar a fazer o trabalho mais rápido. Os alunos que gerenciam suas cargas de trabalho dessa forma tendem a se sair muito bem na escola.

O lugar das emoções no trabalho e no desenvolvimento da sua carreira

Algumas pessoas pensam que as emoções desempenham um papel importante apenas na vida pessoal e, quanto menos emocional você for no trabalho, melhor. No entanto, as emoções são importantes na prática profissional também: eles influenciam nossas decisões, nos ajudam a compreender o mundo a nossa volta e são cruciais em qualquer interação com os outros.

Por isso, o controle das emoções é essencial para o sucesso no trabalho em equipe, para a liderança e para criação de oportunidades e parcerias.

A falta de inteligência emocional pode inclusive colocar o seu emprego em risco. Se todos perceberem quando você está entediado ou irritado, ou que você acha que algo que um colega está dizendo é estúpido, isso irá prejudica-lo. Explosões emocionais, atitude agressiva ou indiferente com os colegas de trabalho são algumas formas que demonstram falta de inteligência emocional.

Todo mundo sabe que você pode até ser demitido se for incapaz de trabalhar bem com os outros. Habilidade para trabalhar em equipe e capacidade de colaboração é parte essência da lista de habilidades mais importantes e desejadas pelas empresas.

Por isso, a inteligência emocional é vista e descrita como fundamental para o desenvolvimento de ‘habilidades interpessoais’ (soft skills) como, por exemplo, habilidade de comunicação, tomada de decisão, automotivação, etc.

Importância da inteligência emocional para a liderança

O desenvolvimento da inteligência emocional no trabalho é essencial para a criação de líderes realmente eficazes. Isso porque, um líder precisa não só saber lidar com os próprios sentimentos, mas, também, com os dos integrantes de sua equipe.

Tenha em mente que um dos papéis desse profissional é justamente servir de mediador em várias situações. Seja em uma reunião, ou, em uma discussão entre colaboradores.

Por conta disso que a inteligência emocional no trabalho é tão importante. É por meio dela que um verdadeiro líder saberá conduzir determinadas situações do a dia a dia, de modo a evitar prejuízos tanto para a empresa, como, também, para os funcionários.

De modo geral, os indivíduos podem desenvolver diferentes níveis de inteligência emocional, mas, no caso dos líderes, esse grau precisa ser muito alto. Isso porque, ele lida com uma quantidade maior de sentimentos alheios, o que demanda de mais esforço e compreensão.

O desenvolvimento dessa capacidade, acaba trazendo uma série de benefícios não só para os funcionários e empresas, como, também, para quem está na liderança.

É possível aumentar os níveis de inteligência emocional?

Sim, é possível!

Como aprendemos que a inteligência emocional pode levar a uma vida realizada, agora você pode perguntar se é possível aumenta-la. A resposta é sim, e uma série de exercícios podem ajudá-lo a alcançar isso.

Se você quiser melhorar sua autoconsciência e autocontrole você pode praticar usando diálogos internos que fortaleçam sua Mindset. Isso irá ajudá-lo a identificar e nomear seus sentimentos.

Se você quiser melhorar sua empatia, você pode tentar espelhar a linguagem corporal de outra pessoa. Isso é útil porque a linguagem corporal não expressa apenas emoções – também as evoca. Então, por exemplo, ao espelhar a postura tensa de outra pessoa, você pode induzir tensão em você mesmo.

Se você quiser melhorar a sua capacidade de se automotivar e pensar de forma mais positiva, siga este conselho: entenda que o fracasso é parte do processo de evolução, e que pessoas que se convencem de que as falhas são devidas a algo que podem mudar, não desistem tão facilmente. Eles continuam tentando porque acreditam que um resultado bem-sucedido depende de suas próprias ações.

Em contraste, aqueles que atribuem um revés a algum déficit pessoal permanente provavelmente desistirão em breve. Eles estão convencidos de que não há muito o que eles podem fazer sobre seu sucesso de qualquer maneira. Se você quer ser bem-sucedido, tente evitar esse tipo de pensamento.

Para aumentar seu controle emocional você pode desenvolver o hábito de meditar. Meditação reduz a intensidade de emoções negativas. Outras técnicas para eliminar pensamentos e emoções negativas e cultivar sentimentos positivos como, por exemplo, o cultivo da gratidão podem ser aprendidos e utilizados para nos ajudar a aumentar nosso controle emocional.

O conselho para desenvolver a empatia é aprender a dar feedbacks construtivos. Se você tem que criticar alguém, seja específico e ofereça uma solução. Escolha um incidente e aponte exatamente o que deveria ter sido feito de forma diferente e o que foi feito com sucesso, sevocê for claro o destinatário não se sentirá desvalorizado e confuso.

Leitura recomendada

Inteligência Emocional – Daniel Goleman

Daniel Goleman, autor do livro “Inteligência Emocional”, cunhou o termo e explica em detalhes no livro o impacto que as emoções têm em sua vida cotidiana.

Ele mostra como elas podem nos ajudar, mas também como elas podem nos prejudicar. Ele também destaca o papel que a inteligência emocional desempenha nos permitindo usar emoções para criar resultados positivos e evitar situações em que elas possam nos prejudicar.

Ele explica como a inteligência emocional torna possível criar uma interação equilibrada entre o cérebro emocional e o cérebro racional. Também nos mostra como essa capacidade pode ser adquirida e expandida.

Finalmente, responde estas questões interessantes: como a inteligência emocional se desenvolve nos indivíduos e por que essa capacidade é tão importante para a sociedade como um todo?

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Beatriz Rustiguel da Silva

Beatriz Rustiguel, comunicadora, professora universitária, especialista em Resiliência e Gestão de Estresse pela University of Washington (UWashingtonX), colaboradora do projeto ProLÍDER da Universidade Santa Cecília, colunista no site ‘Eu sem fronteira’, consultora de comunicação para o Banco Interamericano de Desenvolvimento e fundadora do projeto Mentalidade de Crescimento.

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