A minha história profissional e as origens da MdeC

Olá, aqui é Beatriz Rustiguel. Tudo bem?

Eu sou comunicadora, professora universitária e empreendedora. Trabalho atualmente na divisão de Gestão do Conhecimento de um banco de desenvolvimento e sou apaixonada por diversos temas relacionados às técnicas de ensino e aprendizagem e desenvolvimento pessoal.

Atualmente me considero uma pessoa muito bem resolvida e até mesmo bem sucedida em muitas áreas da minha vida. Tive muitas conquistas e superei muitos desafios, mas nem tudo são flores.

Vem comigo que eu vou te apresentar um pouco da minha história e falar sobre o surgimento da Mentalidade de Crescimento.

“Senta que lá vem a história…”

Minha afinidade com a educação começou a se manifestar desde muito cedo. Lembro claramente quando no ensino médio, por volta dos 17 anos de idade, fui fazer um dos famosos testes de aptidão. Como a maioria dos meus colegas de classe eu estava cheia de dúvidas a respeito de qual profissão escolher, então participei de uma sessão de orientação com a psicóloga da escola onde estudava. O resultado revelou minha grande aptidão para as áreas de comunicação e educação.

Fiquei surpresa por sempre ter tido uma personalidade muito introvertida e assim, eu não estava convencida que um dia poderia me tornar professora. Além disso, sempre ouvi que ser professora era uma péssima ideia, afinal era a profissão mais difícil e mal paga do Brasil.

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Em frente ao BID, Washigton, DC.

Porém, no fim do meu curso universitário eu percebi que o dom do ensino estava realmente em mim e na minha banca de defesa ouvi um dos professores convidados, o Luciano Alves, dizer que a faculdade estava com as portas abertas para mim. Esse reconhecimento foi muito inspirador! Eu logo corri e me inscrevi em um curso de formação de professores, a especialização em Métodos e Técnicas de Ensino e Pesquisa.

E, ao me formar, uma das minhas ex-professoras e hoje querida amiga, Fabrícia Vieira, na época Coordenadora de Curso, me deu a primeira oportunidade como professora.

Eu ministrei disciplinas relacionadas à Criatividade e Direção de Arte no curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Sul-Americana em Goiânia/GO. Sinceramente, eu não me saí muito bem aquele primeiro semestre. Meu desempenho foi péssimo por diversas razões.

Sofri muito. A autocrítica, unida à crítica externa que vinha dos alunos (coitadinhos!!) quase me levaram à desistência. Tive que olhar pra dentro de mim e descobrir do que de fato eu sou feita. E eu descobri que sou muito resiliente (e um pouco cara de pau também). Então, perseverei.

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Minha carreira acadêmica continuou por muitos anos e eu cheguei a trabalhar na Universidade Federal de Goiás. Eu estava finalmente chegando a um ponto de conforto na minha trajetória profissional.

Sem falsa modéstia, eu me tornei uma ótima professora, tanto em termos de técnica como em termos de conhecimento.

Porém, a vida me lançou um novo desafio, fui chamada para trabalhar no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington, DC. nos Estados Unidos. Fui trabalhar justamente no departamento de Gestão do Conhecimento de uma das mais influentes e importantes instituições do mundo.

Eles buscavam alguém do meu perfil, ou seja, alguém que tivesse conhecimento sobre educação e sobre comunicação social (disseminação do conhecimento) ao mesmo tempo. Mas não fui ministrar aulas e sim ajudar na disseminação do conhecimento gerado pela instituição.

Veja bem, o departamento de gestão de conhecimento de uma organização tem como primeiro mandato promover a disseminação do conhecimento, e gerir a capacitação e a qualificação profissional de seus membros.

No caso do BID, por ser um órgão público internacional, o departamento de gestão do conhecimento também realiza a disseminação do conhecimento gerado pelos especialistas do banco para além da organização, para toda a América Latina e para o Caribe de forma gratuita e online.

Meu mandato pessoal, portanto, não era mais promover o qualificação profissional dentro de uma sala de aula mas para os membros de uma instituição e para os profissionais de toda a América Latina através da internet. Assim, eu continuei ajudando na formação, capacitação e qualificação profissional das pessoas.

Eu participo de um grupo de trabalho que ganhou o prêmio de “Equipe Inovadora do Ano” justamente por ajudar na disseminação do conhecimento do banco através de cursos massivos online, alcançando mais de 300 mil pessoas de mais de 126 países diferentes.

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Minha jornada no banco porém não foi fácil. Mudar de país, de cultura e ter que trabalhar em dois idiomas diferentes, o inglês e o espanhol, não foi fácil. Nos primeiros meses eu me vi em uma situação de tremendo desconforto. País novo, cidade nova, ambiente multicultural (o banco conta com funcionários de toda a América Latina e alguns europeus também), novos idiomas, nova forma de trabalhar, longe da família e dos amigos. Você pode imaginar?

Além disso, o nível de desempenho profissional de uma instituição como o BID é altíssimo. Então, eu me sentia um peixe fora d’água. Enfrentei durante certo tempo uma séria crise de autoestima, a famosa Síndrome do Impostor.

E mais uma vez estive a ponto de desistir. Muitos dos colegas que iniciaram a jornada de trabalho no banco na mesma época que eu, de fato, desistiram. Eu, mais uma vez, me vi completamente fora da minha zona de conforto e foi obrigada a perseverar em meio às dificuldades.

Foi quando uma amiga brasileira, que também trabalha no banco, me indicou um livro chamado “Mindset: The New Psychology of Success” de Carol Dweck. Esse livro me ajudou a entender a importância da mentalidade para o desempenho profissional e para a qualidade de vida de uma pessoa.

Esse livro fez uma revolução na minha forma de encarar as experiências que estava vivendo.

Renovando a mente, quebrando paradigmas.

Por eu ser professora e comunicadora você já deve estar pensando que eu devo ser uma daquelas pessoas sociáveis, super descontraídas, tagarelas, hiper seguras e com uma super autoestima, não é?

Pois bem, saiba que isso nem sempre foi uma realidade para mim.

Na verdade sou uma pessoa que tem uma personalidade conhecida na psicologia como ‘introvertida’. Mas, calma que isso não é doença não, tá?

Os introvertidos são: “pessoas que se sentem energizadas por passar o tempo sozinhas. São frequentemente encontradas em suas casas, bibliotecas, parques tranquilos ou em outros lugares isolados. Os introvertidos gostam de pensar e ficar sozinhos.”

Com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luis Alberto Moreno

Mas você deve estar se perguntando: como uma pessoa introvertida pode entrar nessas profissões?

Bom, introversão não é necessariamente o mesmo que timidez. Por mais que algumas pessoas pensem o contrário. Eu, por exemplo, não tenho problemas em falar em público e me expresso com certa facilidade e fluidez.

E pessoas introvertidas não só podem, como na maioria das vezes são altamente criativas, imaginativas e podem lidar com problemas e desafios com muito sucesso como explica a autora Susan Cain no livro “O poder dos quietos: Como os tímidos e introvertidos podem mudar o mundo que não para de falar” – super recomendo a leitura!

O grande problema é o estigma social que é a consequência de se ter esse tipo de personalidade, além da natural baixa autoestima que ele provoca.

Porém, em um ambiente onde o nível profissional é altíssimo, a introversão, a baixa autoestima e uma mentalidade fixa podem ser fatais. A verdade é que em ambientes assim, não basta ser bom no que se faz. Grande parte do seu crescimento profissional está relacionado diretamente ao que os americanos chamam de “soft skills”, ou seja, as habilidades interpessoais.

Eu fui questionada e muitas vezes exposta por chefes e colegas pela minha introversão. Então, eu tive que trabalhar arduamente para desenvolver uma Mentalidade de Crescimento ou Growth Mindset (em inglês).

Aliás, ainda trabalho!

Foi a partir daí que eu comecei a superar muitas das dificuldades que eu estava enfrentando e comecei a me sobressair no desempenho da minha função.

Feitos para aprender

E, como boa professora, eu não posso manter tudo que eu aprendi pra mim mesma. Daí surgiu o projeto Mentalidade de Crescimento.

Eu quero colocar a minha experiência profissional, tanto como professora quanto disseminadora do conhecimento na vida de outras pessoas e na vida de outras organizações.

Isso mesmo, organizações podem e devem ter uma mentalidade de crescimento.

Mas, afinal de contas o que é essa tal mentalidade?

Ela é um conjunto de verdades, pressupostos, métodos ou noções detidas por uma pessoa ou grupo que se torna tão enraizado a ponto de criar um poderoso incentivo para que seus detentores continuem adotando ou aceitando comportamentos, escolhas ou ferramentas pré-existentes. Este fenômeno também é por vezes descrito como um ‘paradigma’.

Vamos simplificar?

A mentalidade é um conjunto de ideias e atitudes que moldam a forma como alguém pensa sobre si mesmo e sobre o mundo. É o conjunto de verdades que alguém acredita.

Então, como você pode deduzir, mudar a mentalidade não é coisa fácil de ser realizada, principalmente em um indivíduo na fase adulta da vida.

Ela exige muita disciplina e força de vontade. Mas, é possível!!

E é nessa jornada em que eu me encontro hoje. Estou na busca constante da vida plena e de uma vida profissional cada vez mais bem-sucedida. Quero crescer continuamente e para isso preciso desenvolver uma mentalidade de crescimento.

Agora que você já entendeu o que é a mentalidade, vamos dar mais um passo nesse processo. Conhecer a ‘Mentalidade de Crescimento’.

Ela é uma forma de pensar e entender a si mesmo (e o mundo) como um projeto em construção permanente. É dar-se a chance de se desenvolver sem a restrição dos rótulos e das circunstâncias.

É a mentalidade de quem está disposto a aprender!

Como Carol Dweck diz em seu livro essa é a Psicologia do Sucesso. É muito difícil alcançar um nível relevante de sucesso no atual ambiente profissional sem ela, por isso, nós da Mentalidade de Crescimento estamos dispostos a te ajudar a desenvolver em você mesmo e na sua equipe esse tipo de visão de mundo.

E aí? Você topa entrar nessa jornada comigo? Está pronto para apostar no seu crescimento?

Se você está disposto a fazer parte dessa geração de pessoas que estão em busca da vida pessoal e profissional plena e realizada deixe seu e-mail ou entre em contato conosco que eu vou te mandar alguns materiais para te ajudar nesse caminho.

 

Abraços,

Beatriz Rustiguel

Beatriz Rustiguel da Silva

Beatriz Rustiguel, comunicadora, professora universitária, especialista em Resiliência e Gestão de Estresse pela University of Washington (UWashingtonX), colaboradora do projeto ProLÍDER da Universidade Santa Cecília, colunista no site ‘Eu sem fronteira’, consultora de comunicação para o Banco Interamericano de Desenvolvimento e fundadora do projeto Mentalidade de Crescimento.

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