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Atualmente a busca por expertise e, consequentemente, pela auto intitulação de expert é o objetivo de muitos profissionais. Porém, em ambientes inovadores o poder da expertise se perde se não for acompanhado de uma mentalidade generalista e aberta ao crescimento e às perguntas.

A capacidade de pensar de forma multidisciplinar e a capacidade de colaboração são parte essencial das características mais desejadas pelas principais empresas do mundo.

Neste texto eu vou te contar quais são as 5 atitudes que irão garantir que você se encaixe nesse perfil.

Vamos para a leitura?

Eis o que nós vamos ver no texto:

Identificando o que eu não sei

O não saber e o não conhecer são lugares incômodos para mim. Sempre foram. Eu sempre me apoiei muito na minha habilidade mental, no meu conhecimento e na minha habilidade de compreender assuntos muito fora da minha expertise como fonte de conforto emocional e segurança durante toda a minha vida.

Eu sofri com baixa autoestima, insegurança e timidez em várias áreas, mas em uma delas eu sempre pude contar: a minha inteligência. Eu me sentia em muitas situações, inclusive de forma equivocada, como a “pessoa mais inteligente da sala” e isso me dava confiança.

Porém, ao me mudar para outro país e ao começar a trabalhar em uma instituição multinacional eu fui tirada da zona de conforto bruscamente. Principalmente quando percebi, de imediato, que todas aquelas pessoas tinham níveis muito mais altos de conhecimento, experiência e até mesmo de inteligência que eu.

A verdade é que eu fui trabalhar em uma instituição que tem forte base acadêmica e de pesquisa. Onde se produz muito conhecimento. Onde se publica muito. O choque foi grande. Além disso, eu fui convidada para trabalhar com um tema na área de comunicação que eu nunca havia trabalhado antes. O meu conhecimento e experiência não poderiam me salvar. E as pessoas ali não estavam acostumadas à acreditar em “conversa fiada”.

Porém, a minha formação como professora me deu um respaldo muito importante. Eu tinha vasta experiência em reconhecer o que eu NÃO sabia, e eu sabia como correr atrás de informação que eu ainda não possuía. Essa habilidade me salvou o emprego, a reputação e me levou para um novo nível.

Deixa eu te explicar melhor…

O poder das perguntas

Eu só tinha perguntas e mais perguntas. Nenhuma resposta. Durante as primeiras longas semanas de trabalho, todas as reuniões em que eu participava e me eram feitas perguntas a única resposta que eu tinha era: “Eu não sei, mas vou descobrir”.

A sensação de inutilidade e a frustração só cresciam. Meu ego estava sendo abatido todas as vezes que me sentava em uma mesa com meus colegas de trabalho. O pior de tudo é que a minha agonia parecia não ser compreendida  por eles.

“Será que eles não veem que eu estou fazendo papel de palhaça?”. “Quando vão perder a paciência comigo e me mandar embora de volta para o Brasil?”. Essas e outras inúmeras perguntas percorriam por minha cabeça a cada minuto.

E quanto mais aflição eu sentia, mais eu mergulhava nos estudos. Era a única coisa que eu podia fazer. Era a única solução. Cheguei inclusive a ler livros inteiros durante o expediente mesmo. Alí, na frente de todos.

Mas o interessante de se estar em uma instituição tão voltada para o conhecimento e em meio a tanta gente tão boa no que faz é que o processo de aprendizado para eles é algo normal. Perguntas fazem parte do cotidiano.

Então, a ausência de respostas imediatas para eles não parecia nada surpreendente e desesperador como eu achava. Teria sido um problema caso eu não apresentasse uma visão tão voltada ao aprendizado e ao crescimento. O que eles estavam buscando não era alguém pronta. Eles não buscavam uma expert. Eles buscavam justamente alguém com a capacidade de identificar o que não sabe, e a mindset de buscar as respostas.

Essa foi uma das lições que transformaram não só minha forma de trabalhar mas a minha vida:

ser inteligente raramente envolve saber um monte de coisas, mas sim, ser capaz de efetivamente identificar o que você não sabe, e entender a melhor maneira de adquirir esse conhecimento.

Hoje eu me sinto preparada para enfrentar todo e qualquer projeto. Seja da minha área de formação ou não porque eu sei a importância real de identificar o que não se sabe.

Assim, antes de escrever algo para informar os outros sobre um determinado tópico. Antes de dizer a alguém a minha opinião sobre um tópico. Antes de entrar em uma reunião onde eu tenha que negociar ou fazer o relato de uma situação. Há uma pergunta que eu sempre me faço e que você também deveria fazer: o que eu não sei?

Não é para que você possa se estressar, perder a confiança ou se preparar para o fracasso. Em vez disso, você irá se fazer essa pergunta para não se exceder e para proceder com cautela, quando necessário.

O desejo que temos de parecer bons, capazes e ter todas as respostas é um desejo muito perigoso. Queremos ser capazes e dizer às pessoas coisas que nos farão parecer especialistas. Mas, na realidade, fazer uma boa pergunta vai fazer você parecer exponencialmente mais inteligente do que fazer qualquer afirmação.

Essa lição é algo difícil de aprender principalmente para nós que somos acostumados com o “jeitinho brasileiro”. Mas tem uma expressão no inglês que eu aprendi e que gosto muito que é “Quit the bullshit!”, que se traduz literalmente “Pare com essa merda!” e que significa “Pare de mentir ou de enrolar!”.

Em termos mais elegantes, é basicamente um clamor pela integridade e honestidade intelectual. Se você não sabe, simplesmente diga que não sabe AINDA. E busque formas de conseguir a informação que lhe falta.

5 atitudes para lidar com a falta de domínio de um assunto como um profissional

Então, eis aqui as 5 atitudes sobre a importância de se ter perguntas que podem te ajudar a triunfar em ambientes altamente competitivos e garantir uma maior taxa de êxito em seus projetos.

1. Faça perguntas

Para isso você pode começar ouvindo. Tente explicar para pessoas a seu redor, principalmente de outras especialidades, o tema ou assunto que você está tratando e peça que te façam perguntas. Você vai descobrir rapidinho o que é mais importante no tema, o quanto você não sabe e por onde você deve começar a caça de respostas.

Contanto que você esteja genuinamente interessado em encontrar as respostas, esse tipo de interação é fundamental. Ter um parceiro de projeto com quem você se sinta confortável para compartilhar dúvidas e poder dar um feedback sincero é fundamental nessa fase. Bons conselheiros são raros, mas valiosos.

2. Identifique o que você sabe e como você pode usar isso a seu favor

Se você já tem informações e domina alguma área do projeto isso vai ficar nítido rapidamente e pode te ajudar a navegar em busca das informações que faltam. Mas use as informações que tem como um ponto de partida para perguntas mais profundas. Duvide e reavalie tudo o que você PENSA que sabe. Não deixe que o conhecimento adquirido te impeça de mudar de opinião ou reavaliar sua posição.

3. Identifique fontes de informação sobre o tema

A maneira fácil de fazer isso é usar a sua falta de informação para fazer perguntas certas. Se você não sabe algo que você acha que seria realmente útil, basta pensar em uma maneira de fazer perguntas perspicazes e de efeito. Desenvolva hábitos e técnicas de pesquisa.

4. Mantenha honestidade intelectual e humildade

Por fim, lembre-se que honestidade intelectual é muito importante para o processo de crescimento. Esteja aberto para questionar o que você sabe, o que você não sabe, e para mudar a sua postura baseada nas novas informações.

Também esteja disposto a admitir diante dos  outros o que você não sabe, assuma sua curiosidade, e diga sem melindres que você acha que eles sabem mais. E então, esteja disposto a pedir informações, instrução e conselho.

Ser intelectualmente honesto e humilde, pode te ajudar mais ao longo caminho do que tentar mostrar o quanto você sabe.

5. Busque um mentor

Ter alguém mais experiente com quem você possa se aconselhar regularmente é muito útil. Falarei mais sobre esse tópico em próximas oportunidades.

Agora que você já sabe o que fazer com a falta “momentânea” de conhecimento, coloque em práticas essas dicas de ouro em sua rotina profissional. Você irá perceber o quanto seu crescimento será potencializado com atitudes de fácil execução.

Mas queremos saber também sobre você. Já passou por alguma situação similar à que contamos acima? Como você reagiu?

Com certeza a sua experiência será enriquecedora para nós e para os outros leitores do nosso blog. Deixe aqui seu comentário e compartilhe.

Obrigado pela companhia e até breve.


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Beatriz Rustiguel

Comunicadora, professora, apaixonada por inovação e empreendedorismo. "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." Cora Coralina

  • Marilia

    Artigo muito bom mas a questão de procurar um mentor é complicada. Não acho que seja para todo mundo.
    Obrigada pelas dicas.

    • Beatriz – Mentalidade de Cresc

      Marilia, muito obrigada!

      A questão da mentoria pode ser realmente complicada. Existem práticas corretas para se estabelecer uma relação de mentoria produtiva. Vamos comentar sobre isso em textos posteriores.

      Mais uma vez, obrigada pelo seu comentário e abraços!